quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Sankofa, o pássaro ancestral, dizem.

Em momento de repensamento, nada melhor que se lembrar de que não é tabu voltar atrás e buscar o que esqueceu, como nos ensina o povo Akan. 
Colo abaixo matéria pertinente da Revista SANKOFA.
O conceito de Sankofa (Sanko = voltar; fa = buscar, trazer) origina-se de um provérbio tradicional entre os povos de língua Akan da África Ocidental, em Gana, Togo e Costa do Marfim. Em Akan “se wo were fi na wosan kofa a yenki” que pode ser traduzido por não é tabu voltar atrás e buscar o que esqueceu”. Como um símbolo Adinkra, Sankofa pode ser representado como um pássaro mítico que voa para frente, tendo a cabeça voltada para trás e carregando no seu bico um ovo, o futuro. Também se apresenta como um desenho similar ao coração ocidental.
Sankofa é, assim, uma realização do eu, individual e coletivo.  O que quer que seja que tenha sido https://sankofaamazonia.files.wordpress.com/2012/08/sankofa-fullsize-ashx.jpeg?w=456&h=307perdido, esquecido, renunciado ou privado, pode ser reclamado, reavivado, preservado ou perpetuado. Ele representa os conceitos de auto-identidade e redefinição. Simboliza uma compreensão do destino individual e da identidade coletiva do grupo cultural. É parte do conhecimento dos povos africanos, expressando a busca de sabedoria em aprender com o passado para entender o presente e moldar o futuro.
Desvela, assim, desde a experiência africana e diaspórica, uma abertura para a heterogeneidade real do saber humano, para que nos possamos observar o mundo de formas diferentes. Em suma, perceber os nossos problemas de outros modos e com outros saberes. Em tempos de homogeneização, esta é a maior riqueza que um povo pode possuir.    
 (Revista SANKOFA de História da África e de Estudos da Diáspora Africana)


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